Despertando para o prazer - Capitulo 17

* Bella POV *

O que é prazer para você?

O que é amor?


Para mim talvez hoje todas as coisas andem juntas, talvez agora eu esteja em um caminho certo. Talvez agora eu seja definitivamente feliz.

Se estou apaixonada, a resposta é sim. Se sou correspondida, eu não sei. Como posso saber se eu sou uma idiota e não demonstro meus sentimentos. E o que eu posso dizer do Edward, ele se realmente gosta de mim, se me ama assim como eu aprendi a amá-lo não demonstra.

Amor para mim era uma coisa completamente diferente, talvez não existisse. Nunca me senti completamente feliz com nenhum dos meus namorados e não era porque eu não conseguia alcançar o prazer, nem nada disso. É que talvez, eu nunca amei de verdade. Nunca senti tudo que sinto agora. Meus dois namorados eram diferentes, eram por conveniência um me tinha por dizer que no colégio eu era bonita. Eu sinceramente me acho normal. Deslumbrante para mim, essa palavra nunca existiu, eu sou normal. Uma mulher normal. Para o outro eu era uma editora de uma revista feminina famosa. Eu era aquilo que ele queria, um objeto para talvez causar inveja. Só se for nos sonhos dele. Viajávamos, nos divertíamos. Mais o amor nunca existiu, ele era uma válvula de escape para mim e eu para ele.

A menina certinha que ele nunca apresentou aos pais, que ele nunca se quer disse nada sobre sua própria familia. Com Edward era diferente, mesmo não tendo nada serio com ele. Ele me apresentou sua familia, ele me mostrou seu mundo e a cada detalhe desse mundo eu caia de amor por ele. Minha mãe sempre me disse “Nunca se apaixone você pode se machucar.” Aposto que se ela me visse agora me espancaria até a morte. Minha relação com minha mãe não é das melhores, desde que ela se separou do meu pai, me obrigando a ir morar com ela em Phoenix e logo depois se casando com outro homem o qual eu não aprovava por sua falta com ela. Talvez fosse a falta de amor dos meus pais que eu não vi na minha infância implica em tudo isso que esta acontecendo agora. O medo. Mas meu pai é um bom exemplo de que tudo pode ser superado, hoje ele é casado e feliz com outra mulher. Mulher a qual adotei como mãe já que a minha própria não soube ser.

Meu ex-namorado, com ele eu nunca tive prazer, com o outro muito menos. Aliás o outro coitado, não tinha como ter ele era tão sem sal... Digo isso porque depois de se conhecer Edward Cullen não tem jeito. Bem eu era uma pessoa anormal, na minha visão e na visão do meu ex. por isso quando ele terminou comigo a primeira coisa que eu fui fazer foi procurar um médico. Um médico renomado, no começo eu achei que seria um velho. Um senhor de idade o qual já deveria ter feito o parto de Maomé, engano puro.

Um homem lindo, deslumbrante, modelo. Capa de revista, galã de romance. Esse sim era o médico. No começo fiquei desconfortável. Como falar “E ai doutor eu não tenho orgasmos, sou anormal.” Não dá né? Um puta gato ali e você solta uma dessas? Não mesmo. Quando ele me perguntou sobre meu problema disse tão baixo que tive que repetir. Ele foi tão profissional que aos poucos eu fui relaxando. E como relaxei, no exame que ele fez então. Eu relaxei totalmente, eu devo confessar nunca ninguém me tocou daquela maneira, eram sensações completamente novas. A frustração tomou conta de mim quando o contato acabou. Eu queria mais, muito mais. Quando ele me fez a proposta eu recusei, sai correndo como a Bella burra e tola que eu sou. Mas eu já estava com a vergonha dentro da bolsa, solteirona e virgem de orgasmos, e disse a mim mesma porque não aceitar?

Às vezes eu me pergunto se me apaixonei por ele nesse dia, a resposta... Sim, definitivamente sim! Uma conversa, um sorriso daquele homem me fez derreter, eu tento manter minha versão fechada, impossível com ele. Em certo momento o ciúmes tomou conta de mim. Eu queria saber tudo, quantas mulheres, quantos namoros e se eu correria o risco de ser mais uma em sua vida. Não gostei da resposta, eu seria mais uma de suas amantes. Fui perdendo a vergonha com ele aos poucos, fui ficando cada vez uma Bella que eu não conhecia com ele pedir até a inibição no ato sexual. Transformei-me numa leoa. Fiz coisas que eu jamais pensei que faria na vida, quando ele me propôs que tivéssemos um relacionamento aberto. Eu sabia que ali era um grande passo. Pelo menos eu o teria não completamente como sonho agora. Mas o teria para mim, mesmo que por alguns momentos. E quando ele precisasse de mim, eu estaria ali. Eu sentia a necessidade de tê-lo e quanto a ele. Eu não quero pensar nisso. Não agora.

Oh meu deus, e quando o peguei remexendo minhas roupas, mais especificamente minhas calcinhas. Foi o auge eu não poderia rir porque eu me senti desejada naquele momento. Um homem glorioso cheirando minha calcinha. Para outra pessoa seria perversão, para mim não. O ataquei sem pensar no que estava fazendo. Quando ele me levou para jantar, ele foi tão carinhoso, para mim nossa intimidade aumentava a cada posição. E foi nesse mesmo dia do jantar que eu soube que estava perdidamente apaixonada. Quando viajamos, e aquela bendita palestra, depois de tudo que ele me fez sentir em cima daquele palco, eu também provoquei. Mais após ver o trabalho dele eu me perdi no ciúmes e dessa vez mais desenfreado ainda. Mais nada me encheu mais do que ele dizendo que faria amor comigo. Isso sim me fez feliz, fez a esperança brotar de forma arrebatadora em mim. Quando me convidou para conhecer sua familia, eu fiquei com medo, não temos um relacionamento oficial de qualquer forma, aceitei! Fui com a cara e a coragem para experiência. Eu quase disse a ele em Forks que o amava, cheguei até ver um brilho em seus olhos. Mais talvez tenha sido coisa de uma cabeça e um coração burro e apaixonado pelo homem mais perfeito e delicioso, totalmente furacão na cama.

Quando tive que viajar a dor se apossou da minha alma, eu sentia falta dele, eu o queria comigo. Por mais que Jasper tentasse me animar ele não conseguia. Meu mundo só voltou ao normal quando voltei para ele. Infelizmente Edward estragou tudo, e o que eu to reclamando. Quem pode dizer que além de receber 300 rosas em sua casa, pode dizer que dormiu maravilhosamente bem abraçada a ele. Ninguém só eu. E aqui estou eu nessa cama, a cama dele pensando, sozinha. O fim próximo, um fim que eu não quero.

Mesmo não querendo eu ainda tenho medo, medo de me relacionar com ele e acabar mal, como todos os meus outros relacionamentos que eu tive. Eu sei que não é o Kama Sutra que me faz ter o prazer. É o amor que eu sinto por ele.

Medo de que os sentimentos dele não sejam os mesmos que os meus. Eu sou a confusão em pessoa. E preciso acabar com ela. Edward me faz me sentir como a única mulher do mundo, então porque todo esse medo. Será que é pelo que aconteceu aos meus pais. Ou eu sou toda a errada dessa historia. Eu quero todo o amor dele, eu o quero todo, e será que eu vou conseguir retribuir esse amor. Acima de tudo eu preciso me libertar de todas as inseguranças de todos os medos. Talvez essa seja a minha única chance de felicidade.

Bem eu iria aproveitar cada segundo dessa chance, se ela vai terminar em poucos dias, eu não sei. Mais com certeza eu iria aproveitar agora. Se Edward queria que eu ficasse o final de semana com ele, eu ficaria. Mesmo com a minha confusão maior a cada momento. Isso me atrapalharia, eu lutaria contra ela. Eu só queria amar e ser amada em retorno. E eu conseguiria amar, meu medo vai embora um dia.

Eu não era ciumenta antes dele, eu não era possessiva. Antes dele eu não era nada, muito menos viciada. Hoje eu sou viciada nele! Meu mundo virou de cabeça para baixo em dois meses. E eu estou completamente, abobalhadamente, perdidamente apaixonada por ele.

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